estivermos satisfeitos demais com nós mesmos; quando nossos sonhos se tornarem realidade, pois sonhamos pequeno demais. Quando chegamos em segurança, por termos navegado perto demais da praia. Inquieta-nos, ó Senhor, quando, com a abundância daquilo que possuímos, perdermos a sede pelas águas da vida; e, por apaixonar-nos pela vida, deixar-mos de sonhar com a eternidade. E, em nossos esforços para construir uma Terra nova, deixamos que a nossa visão do novo Céu esvanecesse. Inquieta-nos, ó Senhor, para que tenhamos coragem de ousar, para aventurar-nos em mares selvagens donde as tormentas mostram Tua maestria; onde, se perdermos a vista da terra, encontraremos as estrelas. Pedimos-Te que nos traga de volta os horizontes de nossas esperanças; e que nos leve para o futuro com poder, coragem, esperança e amor. (Extraído da obra Sonho Impossível, de Barry C. Black)
O sétimo dia é o sábado ou o domingo? O calendário internacionalmente aceito é o gregoriano, introduzido pelo papa Gregório XIII em 1582. Ele é essencialmente uma reforma do calendário juliano, usado a partir de 45 a.C. e criado por Júlio César. Enquanto os nomes dos dias da semana variaram através das eras, o ciclo de sete dias semanais foi mantido continuamente desde o estabelecimento das culturas antigas. Assim, enquanto certos países podem começar a semana na segunda, o sábado ainda é o sétimo dia da semana, sendo o sábado bíblico.
Então, por que tantos cristãos enxergam o domingo como o dia de descanso e adoração? A resposta pode ser encontrada nos tempos romanos. Em 135 d.C., os judeus se revoltaram contra seus governadores romanos. Consequentemente, o imperador Adriano proibiu o judaísmo, prestando atenção especial aos exclusivos ensinos judaicos, incluindo a guarda do sábado. Os cristãos, anteriormente vistos como uma subdivisão do judaísmo, sentiram que precisavam se distanciar dos judeus para escapar da perseguição. A maneira óbvia de fazer isso foi parar de guardar o sábado bíblico.
Então, eles se voltaram para o domingo, possivelmente por causa da influência da adoração ao Sol naquele tempo. O culto ao Sol Invictus, o “Sol Invencível”, era a religião romana dominante durante o segundo século d.C.
Por ser o dia do Sol [Sunday, sun = sol e day = dia, em inglês] o dia mais importante da semana na cultura romana popular daquela época, isso pode ter influenciado os cristãos com um histórico pagão a também adotar o domingo como dia de adoração. Isso não somente provou a separação deles do judaísmo, mas mostrou a aliança deles com as práticas romanas, prometendo reconhecimento legal da religião deles, distinta do judaísmo.
Essa separação dos judeus e a observância religiosa do domingo como dia de adoração foi consolidada em 325 d.C., quando o Imperador Constantino, convertido ao cristianismo, escreveu para o Concílio de Niceia (uma tentativa de alcançar consenso nas crenças cristãs), dizendo: “Não devemos, portanto, ter coisa alguma em comum com os judeus [...] desejamos, querido irmão, nos separar da companhia detestável dos judeus.”*
* The Council of Nicea, A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers of the Christian Church, v. XIV (Nova York: Charles Scribner’s Sons, 1900), p. 54.