sábado, 30 de março de 2013

Feliz Sábado!


Inquieta-nos, ó Senhor, quando
estivermos satisfeitos demais com nós mesmos;
quando nossos sonhos se tornarem realidade,
pois sonhamos pequeno demais.
Quando chegamos em segurança,
por termos navegado perto demais da praia.

Inquieta-nos, ó Senhor, quando,
com a abundância daquilo que possuímos,
perdermos a sede
pelas águas da vida;
e, por apaixonar-nos pela vida, 
deixar-mos de sonhar com a eternidade.
E, em nossos esforços para construir uma Terra nova,
deixamos que a nossa visão
do novo Céu esvanecesse.

Inquieta-nos, ó Senhor, para que tenhamos coragem de ousar,
para aventurar-nos em mares selvagens
donde as tormentas mostram Tua maestria;
onde, se perdermos a vista da terra,
encontraremos as estrelas.

Pedimos-Te que nos traga de volta
os horizontes de nossas esperanças;
e que nos leve para o futuro
com poder, coragem, esperança e amor.

(Extraído da obra Sonho Impossível, de Barry C. Black)


+ Vídeo: Deus - Marcelle Fonseca e Douglas Polhein




sábado, 16 de março de 2013

Em qual dia adorar?



O sétimo dia é o sábado ou o domingo? O calendário internacionalmente aceito é o gregoriano, introduzido pelo papa Gregório XIII em 1582. Ele é essencialmente uma reforma do calendário juliano, usado a partir de 45 a.C. e criado por Júlio César. Enquanto os nomes dos dias da semana variaram através das eras, o ciclo de sete dias semanais foi mantido continuamente desde o estabelecimento das culturas antigas. Assim, enquanto certos países podem começar a semana na segunda, o sábado ainda é o sétimo dia da semana, sendo o sábado bíblico.
Então, por que tantos cristãos enxergam o domingo como o dia de descanso e adoração? A resposta pode ser encontrada nos tempos romanos. Em 135 d.C., os judeus se revoltaram contra seus governadores romanos. Consequentemente, o imperador Adriano proibiu o judaísmo, prestando atenção especial aos exclusivos ensinos judaicos, incluindo a guarda do sábado. Os cristãos, anteriormente vistos como uma subdivisão do judaísmo, sentiram que precisavam se distanciar dos judeus para escapar da perseguição. A maneira óbvia de fazer isso foi parar de guardar o sábado bíblico.
Então, eles se voltaram para o domingo, possivelmente por causa da influência da adoração ao Sol naquele tempo. O culto ao Sol Invictus, o “Sol Invencível”, era a religião romana dominante durante o segundo século d.C.
Por ser o dia do Sol [Sunday, sun = sol e day = dia, em inglês] o dia mais importante da semana na cultura romana popular daquela época, isso pode ter influenciado os cristãos com um histórico pagão a também adotar o domingo como dia de adoração. Isso não somente provou a separação deles do judaísmo, mas mostrou a aliança deles com as práticas romanas, prometendo reconhecimento legal da religião deles, distinta do judaísmo.
Essa separação dos judeus e a observância religiosa do domingo como dia de adoração foi consolidada em 325 d.C., quando o Imperador Constantino, convertido ao cristianismo, escreveu para o Concílio de Niceia (uma tentativa de alcançar consenso nas crenças cristãs), dizendo: “Não devemos, portanto, ter coisa alguma em comum com os judeus [...] desejamos, querido irmão, nos separar da companhia detestável dos judeus.”*

* The Council of Nicea, A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers of the Christian Church, v. XIV (Nova York: Charles Scribner’s Sons, 1900), p. 54.

+ Vídeo: Lembra-te - André e Tiago Arrais